EFEITOS COLATERAIS

Terça-feira, Outubro 31, 2006

Tecnologia
Cápsula endoscópica, outro passo no diagnóstico por imagens
Publicado por: Hepatitis C 2000 no dia 31.10.2006



"La capsula endoscópica, por sus características técnicas iniciales, fue creada para la exploración del intestino delgado, pasados ya muchos años de experimentación las empresas fabricantes ofrecen nuevos modelos que permiten otro tipo de estudios, ofreciendo incluso una capsula especial para la toma de imágenes en el esófago.
En el caso de la hepatitis c (HBV etc) en general donde una de las posibilidades es que se produzcan varices esofágicas, este tipo de estudio llegará a reemplazar a la tradicional técnica de la endoscopía que es utilizada actualmente para los controles, la capsula permite tomar imágenes pero no reemplaza las posibilidades de actuar sobre una zona determinada.
El método lo pueden ver en el video que aquí les dejamos, es un metodo que para algunos usos aun esta en ensayo, es un estudio caro, no hay posibilidades de encontrarlo en todos los países, pero al igual que el fibroscan esperamos que pronto sean de más fácil acceso y para todos.
Poco a poco los estudios médicos dejan de ser invasivos y esto es algo que obviamente trae muchas ventajas y mejor calidad de vida a quien necesita de estos servicios.
Hepatitis C 2000

La cápsula endoscópica es un dispositivo de reducidas dimensiones que, a través de la ingestión oral, permite la obtención de imágenes del tubo digestivo durante su recorrido fisiológico a través de este.
Su contribución fundamental se realiza en el estudio de las patologías del intestino delgado, segmento digestivo en el que aún existen dificultades de diagnóstico con las técnicas actuales, incluida la enteroscopia.
El sistema completo consta de un dispositivo endoscópico en forma de cápsula, un videograbador que el paciente porta durante el tránsito intestinal de la cápsula y un ordenador externo para procesar las imágenes obtenidas."


Fonte: Hepatitis C2000


Quarta-feira, Outubro 25, 2006

Deu no Estadão

A sensação de sair do próprio corpo
Fernando Reinach*

Uma das sensações descritas por pessoas que passaram por situações próximas à morte é a de 'sair do próprio corpo', como se percebessem seu corpo sobre a cama enquanto seu espírito deixa o corpo. Nos filmes, essa sensação é mostrada como um segundo corpo se separando do primeiro, partindo para a eternidade.

Alguns pacientes psiquiátricos ou pessoas com doenças neurológicas sentem a proximidade de outra pessoa sem que ela realmente exista e até atribuem suas ações a esse ser virtual. Pessoas sadias muitas vezes sentem a aproximação de outra pessoa, se viram e concluem que não existe ninguém nas proximidades.

Agora um grupo de cientistas suíços descobriu uma área do cérebro humano que, quando estimulada, provoca a ilusão de que existe uma segunda pessoa muito próxima de nós.

A descoberta foi feita em uma paciente de 22 anos que sofria de epilepsia. Muitos casos de epilepsia são resultantes de um foco de 'irritação' no cérebro. A partir do ponto em que está localizado o foco, se espalha pelo cérebro uma onda de atividade elétrica que provoca os surtos epiléticos.

Nos casos mais graves, quando o tratamento com remédios não surte efeito, a solução é operar o paciente e remover o pequeno pedaço do cérebro onde está o foco de irritação.

Técnicas modernas permitem que se localize exatamente o foco epilético, o que possibilita a remoção de uma quantidade pequena de tecido nervoso, de modo que os efeitos colaterais da operação sejam mínimos.

Para garantir que nenhuma parte importante do cérebro seja retirada junto com o foco da epilepsia, durante a operação, quando o cérebro já está exposto, o paciente é despertado da anestesia. Nesse momento, o cirurgião estimula a superfície do cérebro em volta da área que pretende retirar e o paciente vai descrevendo o que sente. Esse mapeamento final garante que somente o foco epilético seja removido. Como não há receptores para dor no cérebro, o paciente não sente nada.

Foi numa operação assim, nessa paciente de 22 anos, que foi feita a descoberta. Quando os médicos estimularam um ponto do hemisfério esquerdo do cérebro, a paciente relatou que sentia uma outra pessoa deitada por debaixo dela. Os médicos levantaram a cabeceira da cama, a colocaram sentada e então repetiram o estímulo no mesmo ponto. Agora a paciente relatou que a segunda 'pessoa' estava por trás dela e a abraçava e que a sensação era muito desagradável. Finalmente pediram para ela escrever algo em um papel enquanto estimulavam a região. A paciente descreveu que a 'pessoa' a abraçava, interferia com sua escrita e não a deixava ler o que escrevia. O foco epilético foi enfim removido e a paciente está totalmente curada.

Os cientistas acreditam que essa área do cérebro está relacionada à capacidade de perceber a presença de nosso próprio corpo e de separar o que é nosso corpo e o que é o corpo de outra pessoa. A descoberta não somente abre a possibilidade de compreendermos como nosso cérebro separa o 'eu' do 'não eu', mas nos ajuda a explicar por que em certas situações ocorre a ilusão de estarmos saindo de nosso próprio corpo. Mais informações em Induction of an illusory shadow person, na Nature, volume 443, página 287, de 2006.

*fernando@reinach.com

Biólogo


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