"Só existe uma liberdade perfeita - aquela que nos livra de imperfeições criadas pela ignorância. (Hermógenes)
Terça-feira, Agosto 29, 2006
Frase
quem disse, quem falou?...
"O horário eleitoral gratuito é o único momento em que se faz justiça a muitos políticos; eles estão todos em cadeia nacional".
Posted 11:09 PM
by NONATO ALBUQUERQUE
Mídia Interessante
das dietas religiosas e das vacas
que mugem com algum sotaque
Perder peso com reza é a grande novidade. No El Pais, descubro que os americanos lançaram um método para perder peso sem abolir hidratos de carbono nem ficar dependente de remédios. Trata-se das dietas religiosas.
A coisa é convencer-se de que a obesidade é um pecado (pecado venial, é isso?) e que mediante a oração podemos alcançar não só a salvação eterna, mas também melhorar o visual.
Essa história de que é mais fácil passar um camelo no fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus, já não é a grande ameaça. Agora quem não entra no céu é gente gorda, obesa, que se escravisa à comida ao invés de amar a Deus. Rico, estilizado, entra sem problemas na glória eterna.
E pelo que lí, toda vez que baixar a tentação de comer, a gente deve rezar, ler a Bíblia e escutar as fitas de áudio que, certamente, estarão à venda com o sacerdote. E lembrar que os lugares do demônio, os pecaminosos, são os supermercados, restaurantes e bares. Deles, distância... Será que foi isso que levou a atriz Nicole Richie (foto ao lado), de Malibu, a ficar desse jeito?
Então, depois de sacar que a gula é pecado e só depende de reza para se manter na linha, então deixa eu ir ali rezar uns três terços e uma dezena de salve-rainha para fugir a essa tentação de comer um doce que está me tentando até agora.
das vacas que mugem com sotaque
Essa eu lí na Voz da Galícia: "Os jornais digitais e os serviços de notícias na internet se alimentam da urgência, necessitam surpreender constantemente. O resultado é que tudo o redator joga no ar. Não há tempo para confirmar as notícias em razão da briga pela audiência uns com os outros."
E aconteceu que, na última quarta-feira, a BBC News colocou uma informação curiosa: «Cows also have regional accents», dizia a manchete. Num bom português: "As vacas também têm mugido regional". A BBC invocava testemunhos de vendedores de gado britânicos e os estudos de um cientista da Universidade de Londres, o "expert" em fonética John Wells.
Mas como o titular da BBC não se apercebeu, um redator da seção "Sociedade" do periódico da Galícia teve o fervor profissional de colocar-se em contato com o cientista londrino citado como fonte. O professor Wells lhe explicou que se havia comprovado que pássaros da mesma espécie cantam de maneira distinta segundo as áreas geográficas. A par disso, o jornalista da BBC lhe perguntou se acreditava que podia suceder algo similar com as vacas. Wells lhe respondeu que embora não pudesse dizer que fosse impossível, lhe parecia «altamente improvável». E dizer que, fervor à parte, o mugido das vacas de Glastonbury ou de Chantada lhe parecia um disparate.
Sem dúvida, o jornalista da BBC converteu o «não» em um «sim». "E que aconteceu com sua notícia? Pois que a informação foi dada como certa em meio mundo. Na Espanha ocupou espaço nos principais jornais telediários e até em periódicos madrilhenos de maior circulação que publicou a patochada em sua edição do dia seguinte. Quer dizer: nenhum desses meios se preocupou de comprovar se tão grande absurdo era certo.
Estão se perdendo os bons costumes. Um amigo meu inclusive deixou de respirar, faz pouco tempo. E há poucos costumes melhores que esse.
Desde que se decidiu por isso, o tipo está cada vez mais delgado.
[...] O pior de tudo é que, devido a ausência de ar nos pulmões, lhe custa muito falar. Apenas lhe sai um filete de voz.
De toda forma, me contestou amavelmente quando lhe perguntei por que havia tomado a decisão de não introduzir mais ar em seus pulmões. "Isto é saudabilíssimo. Dizem todos os estudos. É a última moda depois dessa asquerosidade da soja".
Pesquisei na internet e sabe que é certo: há médicos que asseguram que não respirar é bom para a saúde. Todos citam um artigo de Hans Adenauer, publicado no número de maio da "The nature of Science".
Segundo Adenauer, ao respirar entram em nosso organismo germes, vírus e bactérias, além de poluição, insetos minúsculos, estranhos corpos não identificados e outras porcarias, provocando enfermidades, esgotamento, calvície e oxidação em geral. Portanto, é evidente que não respirar ajuda a manter um corpo limpo e sadio. E para que o corpo receba o oxigênio que necessita, basta beber muita água, que tem todo o oxigênio que a alguém possa fazer falta.
Hans Adenauer assegura que descobriu esse feito por mera casualidade. "Recomendei a um amigo e paciente que deixara de respirar com a desculpa de que assim evitaria câncer de pulmão.".
Para sua surpresa e contrariedade, a saude dequele íntimo amigo melhorou notavelmente. Viveu até os 94 anos, passando os últimos 30 sem respirar. "E morreu porque era um imbecil e tive que lhe empurrar escada abaixo", assegura Adenauer, a quem, por estranho que possa parecer, não segue seu próprio conselho e continua respirando:
"É por temor de beber muita água - explicou em uma entrevista ao Leipziger Zeitung --. Tenho medo de morrer afogado", completou.
Mulheres com implantes do seio têm 73% mais risco de cometer suicídio se comparadas à população em geral, de acordo com um estudo canadense. Pelo menos 40 mil mulheres que fizeram plástica participaram do levantamento.
Os pesquisadores examinaram a causa da morte de 24.558 mulheres com implante de silicone nos seios e de 15.893 que fizeram outros tipos de cirurgias plásticas em duas províncias canadenses, entre os anos de 1974 e 1989. Depois, compararam a mortalidade de mulheres que receberam transplantes com a população em geral.
"A grande novidade foi descobrimos esse link entre os implantes de seio estéticos e o risco aumentado para o suicídio", afirmou o pesquisador Howard Morrison, da agência pública de saúde de Ottawa (Canadá).