EFEITOS COLATERAIS

Quinta-feira, Outubro 27, 2005

12 erros que estragam uma dieta

Frustrada com mais uma dieta malsucedida? Antes de resignar-se e colocar na cabeça que problemas com sobrepeso são seu carma, reveja cada passo do seu regime. Pode ser que pequenos deslizes, que você ainda nem sabe que cometeu, sejam responsáveis por emperrar o emagrecimento, mesmo que tenha feito exercícios regularmente. Alguns deslizes, além de colocarem a perder todo esforço para eliminar os quilinhos, ainda oferecem grande risco à saúde.

A endocrinologista Ieda Verreschi, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que os principais equívocos podem ser divididos em três grupos: o da composição das refeições, ou seja, a escolha e porções alimentares; nos horários em que a pessoa costuma se alimentar; e na introdução de certos tipos de medicamentos como coadjuvantes no emagrecimento. Veja os erros que costumam boicotar sua dieta e, conseqüentemente, seus planos de bem-estar.

1 - Eliminar completamente doces e carboidratos
O processo de emagrecimento precisa ser pensado de acordo com o perfil de cada um, incluindo peculiaridades do paladar, alertam os especialistas. "A reeducação alimentar é coisa para ser levada para o resto da vida. Deixar de comer doces é uma decisão provisória e a reeducação precisa ser permanente", afirma a nutricionista Alessandra Paula Nunes Peron, de Santo André. Radicalizar e cortar guloseimas e alimentos que dão energia tende a estimular a ingestão compulsiva desses alimentos, notoriamente prazerosos, após um curto período de sacrifício. "Geralmente esse tipo de comportamento vem após uma semana de esbórnia alimentar.

Aí a pessoa passa uma semana sem comer pão, por exemplo, não consegue emagrecer e fica desanimada. O sofrimento é tão grande que, no final, o resultado sempre parecerá menor", afirma a gerente nacional do Vigilantes do Peso, Fernanda Fernandes. Lembre-se: mesmo durante a fase de emagrecimento, o organismo precisa de todos os grupos

alimentares para continuar trabalhando normalmente e a seu favor. Os doces, mesmo que mais difíceis de serem controlados, também podem entrar no cardápio, desde que bem dosados.


2 - Comer em intervalos muito espaçados
Saco vazio não pára em pé, todo adulto já deveria saber. Durante a dieta, então, distribuir as refeições a cada três horas é vital. Além de facilitar ataques à geladeira, o jejum pode provocar efeito oposto ao que se supõe. "Ficar muito tempo sem comer modifica a secreção de insulina. A pessoa não emagrece e, às vezes, pode até ganhar peso porque o organismo vai entender que precisa guardar energia. E quando vai se alimentar, come mais do que devia, habituando o estômago a quantidades muito grandes", diz a endocrinologista Ieda Verreschi. Além de minar a dieta, períodos prolongados de jejum podem alterar todo o quadro de saúde. "Como não há liberação de insulina, a pessoa pode ficar apática, sentir tonturas, apresentar tremores e precipitar problemas de saúde. Enfim, não vai viver bem e vai sentir alterações de comportamento. Daí ocorrem os casos de depressão", diz a endocrinologista Maria Angela Zaccarelli Marino, da Faculdade de Medicina do ABC.

3 - Usar laxantes, diuréticos e outras fórmulas emagrecedoras
Ao contrário do que indica o rótulo das fórmulas que prometem acelerar o emagrecimento naturalmente, o uso repetido desse tipo de medicamento não tem eficácia comprovada na luta contra a obesidade. Em lugar de ajudar, o produto, sem prescrição médica, pode provocar graves problemas de saúde. "A pessoa passa a emagrecer pelos remédios e não

por uma mudança de comportamento. Podem causar tanto o adoecimento quanto o aumento de peso. Nessas fórmulas milagrosas vendidas sem nenhum cuidado, geralmente são adicionados antidepressivos, diuréticos, laxantes e hormônios para tireóide. É perigoso, pois causa a perda de potássio e desidratação", afirma o endocrinologista Alfredo Halpern, do Hospital das Clínicas. O intestino e o coração são órgãos que podem ser atingidos diretamente. "Essas fórmulas para emagrecimento podem destruir toda a enervação intestinal e a eliminação dos íons de potássio é prejudicial ao funcionamento cardíaco, já que o íon regula o coração", diz a endocrinologista Maria Angela.

4 - Exagerar nas porções de alimentos menos calóricos
Alimentos diet e light não têm exatamente ingestão liberada, como muitos acreditam.
Além de fazer com que se ultrapasse o limite de refeições no dia, a ingestão compulsiva de produtos menos calóricos minam o projeto de reeducação alimentar. "Todos devem aprender a comer porções menores de todos os tipos de alimentos. Quando exageramos em alimentos que engordam menos, a questão da reeducação não é explorada", pondera Maria Angela. Muitos abusam também das frutas secas, indicadas nos cardápios das dietas porque têm grande concentração de fibras que auxiliam no funcionamento intestinal. "Mas essas frutas são altamente calóricas", explica a endocrinologista da Unifesp.

5 - Subestimar a importância da água
Garrafinha d'água costuma ser apontada pelas beldades famosas como o grande segredo de beleza. Nas dietas, tomar pelo menos 3 litros de água também é medida obrigatória. No entanto, há quem diga que não bebe água simplesmente porque não gosta e substitui o líquido por outras bebidas de baixa caloria ou isotônicos. "A água é fundamental na dieta e melhora todos os sintomas. É uma bebida sem calorias e pode ser tomada junto com as refeições. Não atrapalha a digestão, como muitos acreditam", afirma Maria Angela. Manter o corpo hidratado é importante porque, por vezes, confundimos o sinal de sede com o de fome. Beber isotônicos e outros líquidos em lugar da água é optar por ingerir calorias desnecessárias, diz a gerente nacional do Vigilantes do Peso, Fernanda Fernandes.

6 - Negligenciar o café da manhã
Como a última refeição de um dia e a primeira do seguinte costumam ter um intervalo de cerca de dez horas, o café da manhã é a base para manter as demais refeições bem equilibradas. Exatamente por conta do jejum prolongado, a chance de se descontrolar pode ser maior se o café da manhã for fraquinho. "Depois de um jejum de mais de dez horas, o café tem de ser reforçado. Assim, nos lanches e nas demais refeições principais, se tem menos fome e não há exageros.


7 - Culpar o metabolismo pelo aumento de peso
Não há mito maior do que aquele que coloca toda a culpa da obesidade em um suposto metabolismo preguiçoso, geralmente representado pelo hipotiroidismo. "Cerca de 1% das causas de aumento de peso são por causa da tireóide. O funcionamento pode ficar mais lento e interferir no tempo da dieta, mas jamais vai impedir que alguém emagreça. Toda obesidade é reversível", diz Fernanda Fernandes, do Vigilantes do Peso. Toda dieta que promete acelerar o metabolismo é furada. "No caso do hipotiroidismo, ganha-se peso pelo inchaço, mas são poucos quilos, perdidos com o tratamento", diz a endocrinologista Maria Angela. Mas então o que explica que pessoas que ingerem basicamente a mesma quantidade de calorias diárias apresentem silhuetas longilíneas e roliças? "Tendência. Quando os pais são obesos, a pessoa tem 80% de propensão a ter problemas de peso. Quando apenas um deles é obeso, as chances caem para 40%. Mesmo quando não há heredietariedade, a tendência é de 10%, por conta de fatores do meio", completa. Após os 40 anos, acumula-se 1 kg a mais por ano, mesmo mantendo a mesma dieta.

8 - Ignorar os sinais do corpo de que a dieta está muito restrita
Mesmo fazendo tudo certinho, diminuir as porções de comida sempre pode causar certos desconfortos. Porém, eles não devem ser ignorados, pois podem indicar algum erro na dosagem dos alimentos ou no intervalo entre as refeições. Os sintomas mais comuns

são cefaléia, irritabilidade e até quedas de pressão, ocasionadas pela baixa de glicose. "Não tem jeito, é necessário comer um pouquinho várias vezes ao dia, variando os grupos alimentares, pois a sensação de fraqueza só tende a aumentar", afirma Maria Angela, da Faculdade de Medicina do ABC.

9 - Ignorar a fase da manutenção do novo peso
Após muita malhação e dieta certinha, você chegou ao peso dos sonhos - seu e do médico. Hora de relaxar e voltar à velha rotina, certo? De jeito nenhum. Depois de todo o esforço de restringir o que ingere, chega a hora de fazer com que o corpo acostume com o novo peso. E esse costuma ser o maior desafio, já que para reprogramar a memória do corpo é necessário continuar optando por dieta saudável por oito a dez anos. Durante essa fase, o velho truque de manter dieta mais restrita durante a semana e reservar certas liberdades gastronômica para o fim de semana é recomendada, afirma a endocrinologista Maria Angela. "Os deslizes podem ocorrer, mas como sempre, não devem ser constantes", diz.

10 - Não acreditar que obesidade é doença
"Obesidade é tendência, não é sem-vergonhice", diz o endocrinologista Alfredo Halpern. Muitos podem se sentir discriminados por conta do excesso de peso e acabam por acreditar que a gordura é pura falta de sorte, o que atrapalha em muito o tratamento, já que os cuidados são para o resto da vida. "A obesidade é considerada doença crônica, mas a paciente não precisa se sentir doente. Será necessário controlar a alimentação, mas o tratamento não é um drama", diz Maria Angela. Problemas de peso precipitam o diabetes, hipertensão e colesterol alto.

11 - Não emagrecer a cabeça
Assim como é necessário fazer a manutenção da dieta muito tempo depois de alcançado o peso ideal, é preciso também fazer com que o cérebro se acostume com o novo corpo e não caia nas velhas armadilhas que resultavam em compulsão alimentar. Para isso, a pessoa tem de adotar novas posturas e aprender a dominar os gatilhos que disparam a fome. "Nós incitamos a pessoa a arriscar e superar essas tentações incontroláveis", diz Fernanda Fernandes, do Vigilantes de Peso.

12 - Fazer exercícios e compensar comendo demais
Obesidade não tem remédio milagroso, mas a combinação de atividade física e dieta ainda é a melhor solução para detonar os quilos a mais. Porém, de nada adianta se matar de malhar e depois cair de boca nas guloseimas enquanto ainda se está no estágio de emagrecimento. "Atletas realmente têm a dieta incrementada por conta do esporte, mas já têm peso equilibrado. Quem está emagrecendo só vai estacionar na obesidade ou no sobrepeso se continuar comendo muito", diz a endocrinologista Maria Angela. Caminhada ainda é a melhor forma de incrementar o emagrecimento. Trinta minutos diários são suficientes para ajudar. "Já musculação só deve ser feita por quem tem consciência de que vai trocar gordura por músculo desenvolvido e portanto, mais pesado. Muita gente se frustra quando se pesa e vê que a balança pouco se alterou", completa. Todos os tipos de exercícios são recomendados, contanto que sejam iniciados após avaliação com cardiologista, incluindo a caminhada. Atenção também para a alimentação e hidratação antes e depois das atividades: quem malha de estômago vazio e não ingere água pode se sentir mal.


Fonte: Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC


Sexta-feira, Outubro 21, 2005

Falta de sono pode contribuir para obesidade

Lí na France Press: Uma boa noite de sono é tão importante quanto a dieta e os exercícios físicos para quem quer emagrecer, sugerem pesquisas apresentadas em uma conferência sobre obesidade na cidade canadense de Vancouver (oeste).

Os autores estabelecem um vínculo entre a falta de sono e o aumento de peso, assim como um maior risco de sofrer doenças perigosas como diabetes e hipertensão.

Isso pode fazer com que os médicos prescrevam períodos de sono mais longos nos tratamentos contra a obesidade e o diabetes, estimaram os participantes da reunião anual da Associação Americana para o Estudo da Obesidade.

Uma das pesquisas, realizada por cientistas da Universidade de Chicago, analisou as mudanças no metabolismo de um grupo de adultos jovens e saudáveis, com permissão para dormir apenas quatro horas por dia.

Os cientistas constataram que os membros deste grupo manifestaram rapidamente a necessidade de ingerir alimentos ricos em calorias e açúcares, e seu metabolismo começou a se parecer com o das pessoas que têm diabetes, explicou uma das autoras do estudo, a doutora Esra Tasali.

Outro trabalho, realizado pelos médicos nova-iorquinos James Gangwisch e Steven Heymsfield com base em análises de estatísticas oficiais, concluiu que dormir pouco aumenta significativamente o risco de desenvolver hipertensão, diabetes ou doenças cardíacas.

Outros pesquisadores, que estudaram a relação entre sono e obesidade entre 323 homens e 417 mulheres na província de Québec, concluíram que os que dormiam menos tinham mais tecido adiposo.


Quarta-feira, Outubro 12, 2005

Fumo torna pensamento
mais lento e diminui QI


O consumo contínuo de tabaco torna o pensamento mais lento e reduz o quoeficiente intelectual, segundo um estudo publicado hoje pela Universidade de Michigan.

"Os resultados deste estudo levarão os pesquisadores sobre o alcoolismo a reavaliar as informações que possuem sobre o impacto do tabagismo, um fator que geralmente não é levado em consideração nos estudos sobre os efeitos do alcoolismo no cérebro", disse a responsável pelo estudo, Jennifer Glass.

"Entre 50 e 80% dos alcoólatras também fumam", acrescentou Glass, pesquisadora do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Michigan.

Os resultados da pesquisa contradizem a crença de muitos fumantes de que um cigarro os ajuda a se concentrar, especialmente em momentos de muito trabalho ou estresse.

Os pesquisadores analisaram a relação entre o consumo contínuo de tabaco e a redução na capacidade mental de 172 homens alcoólatras e não-alcoólatras.

A equipe de cientistas ratificou a conclusão de estudos anteriores que relacionavam o alcoolismo a problemas na rapidez e na clareza da função cognitiva e a uma redução do coeficiente intelectual. No entanto, o trabalho revelou ainda que o consumo contínuo de tabaco tem um efeito similar.

"As conseqüências na memória, na capacidade de solução de problemas e no coeficiente intelectual foram maiores entre as pessoas que fumaram durante anos", acrescentou.

O estudo indica ainda que "os alcoólatras que fumam apresentaram uma capacidade de pensamento ainda menor, inclusive após considerar os efeitos do álcool".


Fonte: EFE

Britânicos estudam lagartixas para ajudar amputados
Via BBC

Cientistas britânicos vão estudar como certos anfíbios, tais como sapos e lagartixas, conseguem recriar seus membros amputados para ver se é possível ajudar as pessoas a curarem um ferimento sem seqüelas.

O estudo recebeu uma verba equivalente a US$ 17,5 milhões de uma parceria de 25 anos da Healing Foundation com a Universidade de Manchester, no norte da Inglaterra.

Nas lagartixas, a chave está em um grupo de células que têm a habilidade de se organizar e formar uma nova pata ou cauda em menos de um mês, disse Enrique Amaya, que vai liderar o projeto.

"Pode-se cortar (uma pata da lagartixa) tantas vezes quantas se desejar que ela vai continuar se regenerando", disse Amaya.

Embriões humanos no útero, quando operados antes do sexto mês de gestação, têm o ferimento cicatrizado sem deixar vestígio, mas esta habilidade é perdida depois, e o mesmo ocorre com embriões de sapos, explicou o especialista.

Amaya acredita que, como os seres humanos têm 85% dos genes semelhantes aos dos anfíbios, provavelmente adultos têm, de forma dormente, genes que poderiam continuar a desempenhar um papel nesse processo.

Ao identificar os genes envolvidos no processo, o especialista e sua equipe querem desenvolver remédios e tratamentos para encorajar uma cicatrização sem seqüelas.

A regeneração de membros inteiros em seres humanos é uma possibilidade mais distante, diz Amaya.

Gus McGrouther, diretor de pesquisa de cirurgia plástica e reconstrutiva da Universidade de Manchester, disse que o estudo da regeneração de tecidos é o próximo passo para ajudar as pessoas afetadas por desfiguramento.

"É tudo uma questão de dinheiro, recursos e pesquisa. Vai acabar acontecendo", disse ele.


Domingo, Outubro 02, 2005

Relação Médico x Paciente
Cómo dijo, doctor?

Por Esteban Magnani

Muchas veces se tiene la sensación de que una anécdota propia despierta la identificación de cualquier interlocutor y se llega a la conclusión de que el fenómeno se trata de algo común y difundido. Por eso, cuando algún estudio comprueba estadísticamente esa sensación, uno se tranquiliza al ver que las intuiciones eran ciertas. Eso ocurrirá probablemente a muchos al enterarse de que numerosos estudios que analizan la comunicación entre médicos y pacientes demuestran que el problema de los primeros para hacerse entender supera largamente el de una letra ilegible. El resultado es preocupante: diagnósticos equivocados, exámenes que no eran necesarios o pacientes intranquilos porque el médico utilizó la palabra ¿cáncer¿, por ejemplo, con la misma liviandad con la que diría ¿acné¿.
Así las cosas, quienes sienten que para sus galenos de cabecera son como autos en el mecánico, es decir que no se espera de ellos que digan ni entiendan mucho, pueden quedarse tranquilos porque su mal es compartido por convalecientes de todo el mundo y ya hay quienes están pensando mecanismos para que los médicos se hagan entender con el que se encuentra en el otro extremo del estetoscopio. De la misma manera que los policías ahora tienen que hacer cursillos de derechos humanos, los médicos del futuro deberán aprender algo sobre comunicación interpersonal.

Mala comunicacion, mala praxis
Un estudio de la Universidad de Rochester de EE.UU. demostró ya en 1984 que los médicos suelen interrumpir a los pacientes 18 segundos después de que éstos empezaron a hablar, mientras se preparan mentalmente para atender al siguiente, de la misma manera que Chaplin ajustaba tuercas en Tiempos modernos. También víctimas de un sistema que no quiere dejar segundos muertos, los hombres y mujeres de blanco apuran a cada paciente a la primera sospecha de una simple hipocondría y transmiten la ansiedad porque ¿pase el que sigue¿. Para colmo el médico siempre ocupó un lugar de poder aceptado por ambos lados, por lo que el desinterés genera decepción y una sensación de desamparo que se paga: un estudio reciente realizado por psicólogos de la Universidad de Harvard (EE.UU.) explicaba que el comportamiento de los cirujanos que habían sido acusados de mala praxis solía ser más autoritario, lo que repercutía en la confianza que el paciente tenía en ellos aún más que en los resultados del tratamiento. Ante cualquier problema imprevisto había una mayor predisposición a culpar al cirujano de los problemas.
Pero el problema de comunicación trasciende largamente cuestiones psicológicas y simbólicas. Por ejemplo, un estudio de 1997 del Beth Israel Deaconess Medical Center de Boston (EE.UU.) explica que mientras que cerca de la mitad de los estadounidenses utiliza alguna forma de medicina alternativa, sólo un tercio de ellos se lo cuenta a su médico. El caso es particularmente extremo en los pacientes con cáncer: mientras que los médicos creían que sólo el 4 por ciento de sus pacientes estaba haciendo algún otro tratamiento, la encuesta demostró que el porcentaje en realidad llegaba a la mitad del total. Las consecuencias pueden ser graves: en muchos casos los tratamientos simultáneos se anulan, potencian o producen otros problemas al combinarse. Tras una investigación de la Universidad de California (EE.UU), se llegó a la conclusión de que en promedio sólo 15 por ciento de los pacientes comprende realmente lo que le indica su galeno y que los hombres tienden a no hacer preguntas mientras que las mujeres hacen un promedio de 6 por consulta aunque con resultados diversos, entre ellos seguramente cansar a aún más a su médico. Una serie de pruebas con pacientes hipertensos y diabéticos demostró que aquellos que lograban un buen diálogo en el consultorio obtenían mejores resultados en exámenes posteriores debido, claro, no sólo a la contención que les llegaba del otro lado del escritorio, sino también porque mejoraba la efectividad de la consulta.

Diga 33 preguntas
No todo es culpa de los médicos, que pierden la paciencia cada vez más rápido: ¿cuántas veces explicar qué es el asma? ¿Otra vez hipotiroidismo? ¿Cómo evitar distraerse al repetir una y otra vez lo mismo? O peor aún, ¿cómo comprender el sufrimiento del paciente futbolista número 35 que sufre una fractura? Para un médico una rotura de ligamentos puede parecer trivial al lado de otros casos, pero para quien la sufre puede ser fuente de infinitas ansiedades. Por otro lado, es cierto, la salud propia resulta un tema apasionante para mucha gente que hablaría por horas si se le permitiera hacerlo.
¿Cómo resolver el problema? Entre las soluciones posibles se propone una suerte de sistematización de las relaciones médico-paciente, como está haciendo la American Medical Association y la American Public Health Association de los Estados Unidos (www.AskMe3.org). Por medio de una campaña de comunicación, se intenta imponer una receta con tres preguntas básicas que cubran la brecha entre las partes: ¿Cuál es mi problema principal? ¿Qué tengo que hacer? ¿Por qué es importante hacer eso? Allí también se recomienda llevar una listita con las dudas que se tengan o llevar un familiar a la consulta. Por otra parte se está incluyendo en diversos cursos y carreras relacionadas con la salud alguna materia que permita transformar la comunicación con el paciente en parte del tratamiento mismo.
La mejoría de la relación médico-paciente llevará un largo tiempo, pero su recuperación será celebrada, seguramente, con una buena charla de café que, por supuesto, estará rigurosamente descafeinado.


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