EFEITOS COLATERAIS

Domingo, Abril 24, 2005

Uva contra hipertensão

Pesquisador faz testes com a fruta para produzir remédio de combate à doença

Quem costuma beber os vinhos de garrafões, de qualidade mais baixa, não sabe, mas está consumindo uma bebida feita com uma espécie de uva que é uma grande aliada no combate a hipertensão. A novidade não consta de nenhuma campanha publicitária para estimular a venda do produto, mas num estudo para o desenvolvimento de uma nova substância que deverá ser usada como remédio em cápsulas para hipertensos.

De acordo com pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), a uva Isabel, ou Vitis Labrusca, pode ajudar a trazer ao mercado uma nova opção de tratamento para a doença, causada pelo aumento da pressão arterial. A fruta utilizada no estudo é produzida em larga escala no Rio Grande do Sul.

De acordo com o pesquisador Roberto Soares de Moura, do Centro Bioquímico da Uerj, a idéia da experiência com a uva surgiu quando ele teve acesso a estudos internacionais que comprovam que a incidência de infarto é menor em países onde o consumo de vinho é alto. Roberto garante que a uva usada no estudo é selecionada e não possui agrotóxicos. ¿A fruta que nós utilizamos aqui passa por um rígido controle de qualidade¿, explica.

Componentes benéficos estão na casca

Segundo ele, são os componentes presentes na casca da uva Isabel que possuem propriedades benéficas para os pacientes com hipertensão. ¿Os polifenóis, que estão na casca da fruta, têm efeito anti-hipertensivo, portanto o produto final extraído desta uva pode trazer um grande benefício aos portadores da doença¿, afirma o especialista.

O pesquisador conta que a testagem do material extraído da uva, realizada em ratos, comprovou a diminuição da pressão arterial. Os testes em seres humanos devem começar no início de 2006. A experiência começou há quatro anos.

O processo

A casca da uva Isabel é colocada num extrator de onde é retirada uma espécie de suco que fica por aproximadamente 20 dias em processo de preparação. Quando os pesquisadores chegam a esta fase, começam a fabricação de um tipo de pó, que deve ser acondicionado em cápsulas para o consumo pelos pacientes. ¿Estamos estudando com a industria farmacêutica a fabricação de um remédio. Não é possível revelar todas as etapas do processo, já que o procedimento foi patenteado pela Uerj¿, diz o pesquisador.

Um perigo que é silencioso

A hipertensão é uma doença silenciosa, já que muitos portadores não apresentam sintomas. A doença é causada pela pressão arterial muito elevada, e os hipertensos tem as variações de pressão registradas com valores maiores que a média de 14 por 9. Isso faz com que o organismo sofra conseqüências como derrames, tromboses e insuficiência renal.

Para identificar a doença é necessário verificar a pressão constantemente e em estado de repouso, pois os movimentos podem fazer com que seja obtido um valor falso. A medição da pressão deve ser feita por uma pessoa habilitada para a função. Atualmente, especialistas estimam que 15% da população adulta no Brasil apresentem o problema. Nos EUA, esta porcentagem é de 20%.

Fumo e obesidade são fatores de risco para os portadores da doença, pois provocam esmagamento dos vasos sangüíneos. Os hipertensos devem evitar o sedentarismo. Terça-feira é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão. No Rio, 32 farmácias vão medir a pressão e dar orientações sobre o mal.


Quinta-feira, Abril 21, 2005

Obesidade
estudo diz que gordura reduz risco de morte

Durma-se com um barulho desses! Excesso de peso pode reduzir o risco de morte, aponta pesquisa. Instituto aponta que só a obesidade mórbida causa ameaça grave. Está noThe New York Times de hoje.


"As pessoas que estão acima do peso correm um risco menor de morte do que as de peso normal, segundo pesquisadores federais revelaram na quarta-feira (19/04), em um resultado inesperado do mais novo e abrangente estudo sobre o impacto da obesidade.

Os pesquisadores, estatísticos e epidemiologistas do Centro de Controle de Doenças e do Instituto Nacional do Câncer também descobriram que o risco maior de morte devido à obesidade não se fez presente até que os indivíduos se tornassem extremamente pesados, um grupo que constitui apenas 8% dos norte-americanos.

Segundo o relatório dos pesquisadores, as pessoas muito magras --ainda que a magreza seja um fator antigo e que haja pouca possibilidade de ser provocada por doença-- correm um risco um pouco maior de morte.

O novo estudo, considerado por muitos como sendo o mais rigoroso já realizado, levou em conta fatores como o tabagismo, a idade, a raça e o consumo de álcool em uma análise sofisticada derivada de um método bem conhecido que vem sendo utilizado para prever o risco de câncer.

A pesquisa usou as definições de categorias de peso estabelecidas pelo governo federal, que determinam a obesidade de acordo com o índice de massa corporal, que se baseia no peso e na altura.

Por exemplo, um indivíduo de 1,73 metros de altura que pese menos de 55 quilos é considerado abaixo do peso normal. Se ele pesar entre 55 e 74 quilos, o seu peso é tido como normal. E se pesar 89 quilos ou mais, é considerado obeso.

No novo estudo, quase todo o risco de morte advindo da obesidade ocorreu entre os obesos mais pesados, como, por exemplo, uma pessoa de 1,73 metros de altura pesando mais de 103 quilos."


Domingo, Abril 10, 2005

Coração
cientistas apontam uma relação entre
as tempestades solares e os infartos


Pesquisadores do Instituto de Geofísica e Astronomia (IGA) de Cuba asseguram que existe uma relação entre as tempestades solares e os infartos cardíacos, segundo um estudo feito durante oito anos e revelado neste domingo para imprensa cubana.

A pesquisa, realizada em colaboração com vários hospitais de Havana, demonstrou que dois ou três dias depois de uma tempestade solar aumenta a ocorrência de infartos agudos do miocárdio, afirmou o suplemento científico Red, publicado pelo jornal Juventud Rebelde.

Segundo o engenheiro Pablo Figueredo, essas tempestades são grandes explosões que provocam a ejeção de massa solar, que atinge a Terra, provocam alterações no ambiente eletromagnético, o que influencia também a nível celular nos organismos vivos.

"Isso não quer dizer que esses fenômenos provocam infartos ou que aumentam a quantidade de casos, e sim que se redistribui sua ocorrência ao aumentar seu número entre as pessoas propensas", afirmou Figueredo.

A pesquisa, realizada entre 1992 e 2000, analisou diariamente os dados médicos dos prontos socorros de seis hospitais de Havana e os relacionou com as perturbações magnéticas no mesmo período de tempo.

Em mais de 5.000 infartos investigados, a tendência revelou que sua ocorrência se concentrou mais de 24 horas depois de ocorrer perturbações geomagnéticas de grande magnitude, provocadas por uma tempestade solar.

O estudo também revela que, mesmo que quando não existam diferenças substanciais quanto ao impacto entre os diferentes sexos, há um leve aumento dos infartos nas mulheres um dia antes das tempestades.

Isso poderia estar relacionado com as diferenças entre os ritmos biológicos dos homens e das mulheres, apesar de, nesse sentido, não haver ainda nenhuma pesquisa conclusiva.

Agora os especialistas tentam descobrir quais são os mecanismos biológicos que se desencadeiam quando ocorre esse estresse eletromagnético a nível planetário, para que sejam avaliados seus efeitos na pressão arterial ou na coagulação sanguínea.


Fonte: Agência France Press


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